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LOL invade mundo dos jogos e vira febre

LOL invade mundo dos jogos e vira febre

O League of Legends se tornou o game mais jogado em todo o mundo e conta com campeonatos nacionais e mundiais

Tuana Mignoso | Aluna de Jornalismo | Jornal Matéria Prima
Edição #402 – 09/10/2014

Está enganado quem acha que os campeonatos mundiais acabaram com a Copa do Mundo deste ano. Os gramados e a bola deixaram de ser a característica marcante da disputa para dar espaços aos computadores com o jogo online mais praticado em todo o mundo, o League of Legends (LOL).  Os jogadores profissionais treinam táticas na concentração para campeonatos nacionais e mundiais e, acredite se quiser, com prêmios que valem a até R$ 10 milhões.

Segundo reportagem publicada no site G1 no ano passado, o governo dos Estados Unidos reconheceu que os jogadores de League of Legends são realmente atletas profissionais e que a prática do jogo online em torneios deve ser considerada uma profissão. Em entrevista concedida ao site de jogos Gamespot, a criadora do LOL, a Riot Games, diz que isso é uma visão inovadora para o futuro dos jogos online. “Agora podemos começar a olhar para os jogadores internacionais como profissionais da área. É um processo muito mais fácil pois eles são realmente reconhecidos pelo governo americano. É um grande passo.”

O LOL está conquistando espaço na mídia brasileira e isso se deve à realização de campeonatos do Circuito Brasileiro de League Of Legends, o CBLOL. Só no Brasil, existem dezenas de equipes formadas para disputar os campeonatos, entre as quais estão a PaiN Gaming, a KaBuM e a CNB. Cada uma delas é composta normalmente por cinco jogadores e um técnico, que se dividem em funções, assim como em uma partida de futebol. Os integrantes da “liga” têm uma casa para morar e para jogar, a “gaming house” e a rotina é intensa, eles treinam até 10 horas por dia com intervalos apenas para as refeições básicas.

O campeonato brasileiro de League of Legends deste ano ocorreu no dia 26 de julho no Maracanãzinho (Rio), com um publico de mais de oito mil pessoas no ginásio e 120 mil assistindo pela internet. A equipe KaBuM conquistou o título do campeonato. Em entrevista para o programa The Noite com Danilo Gentili, os participantes contam que estão animados com a ideia de representar o Brasil no campeonato mundial. “Nós estamos treinando intensamente para a fase mundial, pois vamos concorrer com as melhores equipes de todos os países, é uma pressão e tanto. O fato de saber que somos os favoritos é muito legal. No campeonato brasileiro os ingressos foram vendidos em menos de quatro horas, nossos fãs são demais.” A KaBuM vai disputar o campeonato mundial no dia 19 de outubro na Coreia do Sul com o prêmio de U$ 1 milhão.

Igor Fiorese Vieira, 21, de Maringá, jogador de League of Legends há seis anos, participou da liga KaBuM em campeonatos brasileiros como a CBLOL em 2012 e em 2013 e a X5MegaArena neste ano, todos em São Paulo. Atualmente, Vieira não faz mais parte da equipe, pois decidiu se dedicar aos estudos para o terceiro ano do curso de medicina. Apesar de não estar na “liga”, ele conta que joga cerca de quatro horas por dia. “Comecei jogar aos 15 anos e aos 16 disputei meu primeiro campeonato nacional na KaBuM, onde treinava cerca de 10 horas por dia. Hoje, jogo bem menos e divido meu tempo entre estudos, jogo, namoro e academia.” Vieira conta também que gosta de jogar e de ser reconhecido como um profissional. “Me considero profissional na área, visto que ganho dinheiro com o que faço. É um hobby que levo como profissão.”

Para Guilherme Matheus Fiorese, 19, o jogo também é um hobby. “Comecei a me interessar pelo jogo por influência dos meus amigos e, atualmente, jogo mais ou menos sete horas por semana. Além de me divertir jogando, alivia a tensão do dia a dia. É uma maneira de me desconectar com o mundo à minha volta.”

Segundo o psicólogo Márcio Roberto Regis, especialista em comportamento de adolescentes e cognitivo-comportamental, o jogo pode ser benéfico em alguns casos. “Jogos violentos podem influenciar o comportamento de alguns adolescentes, mas também oferecer outra parcela e proporcionar a oportunidade de aprender novas habilidades em redes sociais.” O especialista afirma que é preciso controlar as horas diante do computador, pois, em momentos mais frágeis do adolescente, o jogo pode virar um espelho para a vida real. “Assim como o jogo pode prejudicar, pode se tornar um escape da vida real para o mundo virtual, o que acaba se transformando em um maleficio para o adolescente.”

Fonte: http://www.jornalmateriaprima.com.br/2014/10/lol-invade-mundo-dos-jogos-e-vira-febre/

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