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Reportagem Raquel Ferreira
Jornal Gazeta Digital – Cuiabá/MT, 2008-07-20

O número de jovens que tem computador no quarto é bastante alto nos dias atuais. O que não quer dizer que os pais estejam alheios ao que os filhos visitam na internet. A estudante Thaisa de Laura Silva Figueiredo conta que a mãe sempre dá uma “olhada” no que ela está fazendo. A adolescente afirma que a mãe “fiscaliza” os sites que a estudante acessa e sempre se preocupa em saber com quem ela conversa.

Mãe de dois filhos, Silvana Neumann confessa que não verifica com tanto cuidado as páginas acessadas por Bianca e Bruno. Como passa o dia todo trabalhando, ela destaca que nas férias fica impossível controlar o que os filhos visitam. Porém, adianta que eles foram bem orientados a não fornecer nenhuma informação pessoal a desconhecidos. “Fiz terrorismo com eles. Para ficar com medo mesmo”.

Silvana conta que a própria filha, Bianca, teve a iniciativa de bloquear a visitação das fotos no Orkut dela e do irmão. “Apareceram uns homens estranhos visitando o perfil deles e ela já se prontificou a resolver o problema. Pelo o que converso com os dois, eles gostam de mexer no Orkut, jogos e sites de futebol”.

A estudante Larissa Coqueiro conta que os pais têm muita confiança nela e por isso nunca implicaram ou “pesquisaram” o que faz na ou visita na internet. “Eu nunca deixei de tirar nota boa por conta de computador. Então eles não implicam com nada, eu faço meu horário, estudo para tirar nota. Meus pais nunca precisaram verificar o que acesso. A única coisa que minha mãe fala é pra ter cuidado com vírus”.

O psicólogo Márcio Roberto Regis lembra que além da longa jornada de trabalho muitos pais não entendem das novas tecnologias que chegam ao mercado. O especialista aconselha aos pais a se interessarem ainda assim sobre o que os filhos andam fazendo na internet de forma clara e comum, como numa conversa informal. “Deve ser da mesma forma quando se pergunta ao filho “Como foi na escola hoje?”, deveria ter a pergunta: “O que fez de bom na internet hoje? Algum amigo novo? O que conversaram de interessante?”. Saber um pouco mais sobre os comportamentos do filho no virtual”.

Se os pais não entendem de internet ou não têm uma ótima habilidade com informática e se o filho sabe mexer mais do que os pais é uma ótima oportunidade para que exista uma troca de experiências, estimulando a convivência, o diálogo entre pais e filhos. Os pais também devem visitar o perfil do filho, conhecer as pessoas que estão na rede de contatos. (RF)

Fonte: Raquel Ferreira | Reporter do Jornal Gazeta Digital de Cuiabá/MT.
Entrevista publicada originalmente no Jornal Gazeta Digital no dia 20 julho 2008.

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